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A saúde no Brasil comparada a outras regiões do mundo - IMC Brasil

A saúde no Brasil comparada a outras regiões do mundo

16/08/2016
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A saúde é um dos três elementos considerados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), quando avalia a expectativa de vida ao nascer em um determinado país. Efetivamente, a saúde dá sinais sobre o grau de progresso de uma nação, contribuindo não só para o bem-estar de sua população, mas também para seu crescimento econômico e intelectual.

Dentro das organizações, a saúde dos colaboradores também é um elemento a ser acompanhado pela área de Gestão de Pessoas, uma vez que tem efeitos diretos no aumento da produtividade na efetividade em toda a cadeia de valor de uma empresa.

Neste artigo vamos dar detalhes sobre o sistema de saúde no Brasil e em outras nações, com o objetivo de mostrar um panorama geral da situação e mostrar aspectos relevantes a serem considerados na otimização de benefícios corporativos.

Entendendo os sistemas de saúde

Primeiramente, devemos refletir sobre o significado de sistema de saúde. Ao contrário do que muitos pensam, o termo não corresponde apenas às responsabilidades atribuídas ao governo na garantia do bem-estar de uma população. Por sistema de saúde, deve-se entender o conjunto de políticas implementadas tanto pelo setor público quanto pelo privado, incluindo a totalidade das ações relacionadas aos pilares de prevenção, educação e assistência.

Desde 1993, o Banco Mundial recomenda que os países descentralizem seus sistemas de saúde, almejando sustentabilidade financeira. Neste formato, o governo fica responsável apenas pelos serviços de atendimento básico e o restante dos serviços tornam-se privatizados. Este modelo já é adotado por muitos países do hemisfério norte, onde também estão os países com os melhores sistemas de saúde, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nas primeiras posições deste ranking, estão França e Itália, respectivamente.

Sistema de Saúde no Brasil

Ao contrário do que recomenda o Banco Mundial, no Brasil a gestão de saúde ainda está bastante centralizada no SUS (Sistema Único de Saúde). Este modelo, entretanto, não é tão antigo no país: Criado na Constituição Federal de 1988, ele teve sua implantação apenas em 1992. A mesma constituição deu abertura para o surgimento dos planos e seguros de saúde privados, que hoje atendem a 30% dos brasileiros.

Apesar de ser um sistema de saúde referenciado em outros países pelo seu atendimento universal, o SUS ainda carece de políticas públicas para garantir acesso à saúde e à prevenção de enfermidades. Ao mesmo tempo, planos e seguros de saúde privados são, em sua maioria, oferecidos pelos empregadores, apesar dos riscos corporativos que trazem. Com o crescimento dos índices de desemprego atuais, então, o SUS recebe hoje uma demanda maior do que a sua capacidade de assistência, superlotando hospitais, postos de saúde e unidades de atendimento básico.

Saúde na França

Primeiro lugar em qualidade de sistema de saúde segundo a OMS, o modelo francês teve origem no período pós-guerra, quando havia grande demanda por atendimento, porém poucos recursos das pessoas para investirem em seguros particulares. O regime é parcialmente gratuito, inclusive para aquisição de medicamentos, sendo a população responsável por uma pequena parcela dos tratamentos. Além disso, os profissionais da saúde são obrigados a participar de programas de formação continuada durante sua carreira, assegurando qualidade e eficiência no atendimento.

Saúde na Argentina

O país possui um sistema de saúde descentralizado, no qual cada comuna (subdivisões administrativas regionais) tem seu próprio órgão responsável pela gestão de saúde. Na Argentina, a crise econômica nas últimas décadas teve impactos significativos nos investimentos em políticas públicas voltadas ao bem estar da população e, concomitantemente, o modelo descentralizado burocratizou e dificultou a tomada de decisões para as ações. Por esta razão, o que se vê hoje é um sistema de saúde defasado, com serviços públicos que não alcançam o padrão recomendado pela OMS. O acesso à saúde também é dificultado pelos altos preços cobrados pelos planos de saúde privados.

Saúde nos Estados Unidos

Apesar de ser referência no que diz respeito a avanço da medicina, o sistema de saúde dos Estados Unidos passou por revisões recentes, com a aprovação da sua nova lei de saúde, apelidada de “Obamacare”, em 2010. Segundo a nova legislação, todos os americanos são obrigados a pagar por seguro saúde e, em contrapartida, as seguradoras devem assegurar que não existam mais práticas de cobrar valores diferentes para cada perfil de paciente ou de limitar os valores de reembolso. Com as eleições para presidência se aproximando, o modelo volta a ser questionado, com os candidatos prometendo abolição ou reformulação desta legislação.

Saúde na Inglaterra

O sistema de saúde inglês, o National Health Service (NHS), é bastante admirado por suas excelentes instalações, qualidade de atendimento e investimentos em pesquisa. O governo cobre 80% dos gastos em saúde e há grande apelo à prevenção de enfermidades, incentivando a população a melhorar sua qualidade de vida por meio de exercícios e alimentação. O NHS é gratuito e universal, excluindo apenas atendimento odontológico e acesso a medicamentos.

Saúde no Japão

O sistema de saúde japonês é um dos melhores do mundo, apesar de recente (menos de 20 anos). A Cobertura de Saúde Universal do Japão é eficiente no combate a causas de mortalidade em adultos, como AVC, hipertensão e diabetes. Porém, vários especialistas atribuem boa parte do sucesso japonês no aumento da longevidade a dois fatores, principalmente: Desenvolvimento econômico, e acesso à educação.

Saúde no Canadá

O Canadá é referência mundial por seu sistema de saúde. O país possui uma legislação federal nomeada Canadá Health Act, segundo a qual toda a população deve ter acesso aos serviços de prevenção e tratamento gratuitamente. Os custos são cobertos por um fundo público, mas o atendimento é prestado por empresas privadas. Lá o modelo também é descentralizado, com cada província sendo responsável por decidir os investimentos e ações que fará com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de seus habitantes.

Visão empresarial: Porque investir em saúde

Depois de conhecer os diferentes modelos de sistema de saúde utilizados no mundo, você deve ter percebido como eles estão diretamente relacionados ao desenvolvimento do país e como são impactados por questões políticas e econômicas. Ao mesmo tempo, o bem estar das pessoas é fundamental para o crescimento, seja de uma nação como um todo, seja para uma empresa em seu mercado. Por este motivo, quando uma companhia deseja implementar uma gestão eficiente de benefícios em seu negócio, precisa garantir que os investimentos voltados à qualidade de vida de seus colabores estejam sendo tratados de forma eficaz e com uma abordagem adequada às necessidades de seus negócios, de forma a alinhar as condições ideais para que as pessoas coloquem foco no sucesso de seu core business – especialmente quando o sistema público no país é ineficiente. Prevenção e otimização nos processos relacionados a tratamento de saúde garantem produtividade e competitividade para empresas que almejam ter os melhores resultados, mesmo em ambientes econômicos desvantajosos como é o nosso caso no Brasil. Ainda sobre esta questão do impacto do capital humano nas atividades da empresa, vale a pena ler o artigo ‘O Papel do RH na Otimização de Resultados’.