Riscos x Prazos: Onde dá para melhorar?

Não restam dúvidas de que existem inúmeros riscos associados às operações logísticas no Brasil. As deficiências na infraestrutura de transporte, os constantes roubos de cargas e o sucateamento das rodovias são apenas alguns dos inúmeros fatores que contribuem para que as empresas tenham uma preocupação permanente com a gestão dos riscos do setor.
Essa preocupação é válida, mas, em alguns casos, pode levar as empresas a adotarem medidas de controle excessivamente conservadoras, prejudicando a eficiência das operações. Não raro, por exemplo, há casos em que seguradoras exigem várias práticas de prevenção para assegurar que os riscos estão sob controle, para só então darem coberturas em situações que em outras circunstâncias seriam aceitáveis. Com isso, além de criarem custos adicionais e encarecerem seus contratos, tornam as operações mais complicadas e até mais lentas.
Uma análise especializada e adequações baseadas em melhores práticas de mercado podem permitir uma melhor situação, tanto de condução dos negócios pela empresa quanto de tranquilidade para a cobertura de seguros. Saiba mais sobre como fazer uma gestão inteligente dos riscos e otimizar as operações logísticas da sua empresa.
Qual o verdadeiro cenário do roubo de cargas no Brasil?
Um estudo publicado recentemente pela International Underwriting Association, de Londres, divulgou uma lista dos países com maior incidência de roubo de cargas no mundo. Os países foram classificados de acordo com o um índice de risco e o Brasil recebeu a pontuação de 3,4 (risco muito elevado), colocando-o entre os mais perigosos do mundo no quesito transporte de carga.
Países como Iraque, Mali e República Centro Africana que se encontram em situações políticas delicadas, receberam uma classificação de risco similar ao Brasil. Apenas alguns países como Afeganistão, Síria e Iêmen possuem índices de risco definidos como severos, e por isso são considerados mais arriscados do que o Brasil em relação ao transporte de mercadorias.
Evidentemente, este índice se reflete no custo e na eficiência do transporte no país. Buscando alternativas para evitar roubos de cargas, as transportadoras alocam cerca de 20% do custo do frete em gerenciamento de riscos e este gasto reduz a possibilidade de renovação da frota e investimento em segurança dos veículos.
Gestão inteligente dos riscos
Analisando este cenário, é natural que as seguradoras façam determinadas exigências para se assegurar que os riscos estão sob controle antes de concederem a sua cobertura. Mas será que todas as exigências são apropriadas?
Muitas vezes as empresas, por falta de técnicas de análise ou modelos de benchmark, acabam aceitando exigências sem considerar opções efetivas e também seguras. O resultado, além de um encarecimento do custo, é um prolongamento do tempo de operação, ou seja, afetando diretamente no prazo.
Uma gestão inteligente dos riscos vai apontar quais são os riscos efetivos do tipo de operação da empresa e definir um nível de risco personalizado, avaliando, por exemplo, quais as rotas com maior incidência de roubos e em que situação isto ocorre, quais rotas a empresa de fato opera, e em quais delas é preciso realmente ter cuidados adicionais – e em quais não é.
Por exemplo, se a grande maioria dos roubos de cargas de eletrônicos ocorre em uma região específica, será mesmo necessário disponibilizar uma escolta armada para transitar em toda a rodovia? Qual a incidência de roubo no horário específico em que a carga irá transitar? Será mesmo necessário tantos pontos de controle?
Todas essas questões vão mostrar que medidas adicionais simplesmente aumentam o tempo que é necessário para transportar a carga de um ponto a outro, sem trazer um benefício efetivo em aumento de segurança para a organização.
Uma análise inteligente de riscos detecta justamente os reais riscos ligados àquela operação, e onde há oportunidades efetivas para ajustes que vão otimizar aspectos daquela empresa em particular, melhorando tempos e custos dos transportes. Por essa razão é importante colocar a análise de riscos como uma ação constante na agenda da empresa, adequando as operações de acordo com os resultados encontrados.
Caso sua empresa não disponha de profissionais especializados em gestão inteligente de riscos logísticos, você pode contar com os especialistas da IMC Brasil e otimizar os custos e os prazos das operações logísticas da sua empresa.
Entre em contato conosco e saiba como podemos ajudar sua empresa.
