Redução de custos com a segunda opinião médica

Em tempos de desaceleração econômica, qualquer redução de custos para as empresas é bem-vinda. Já falamos aqui no blog que a saúde é a segunda maior fonte de despesa do setor de RH, perdendo apenas para a folha de pagamento. Mas como reduzir os custos na área de saúde, sendo que os convênios médicos sofrem reajustes consideráveis anualmente?
Uma forma de tratar este crescimento de custos é a prática da segunda opinião médica. Para o colaborador, ter uma outra visão de seu problema trás mais segurança e o conforto de que sua situação está sendo avaliada adequadamente. Para a empresa, esta prática possibilita que muitas vezes sejam evitados procedimentos que podem não ser um consenso para aquela situação – ao menos naquele momento. Esta é uma prática comum em outros países: o beneficiário do plano de saúde é submetido a uma nova consulta com outro profissional da mesma especialidade do primeiro médico que o atendeu, para que seja avaliado o diagnóstico, principalmente em casos que exijam procedimentos de alta complexidade ou que envolvam o uso de material cirúrgico, como cirurgias ortopédicas, neurológicas e cardíacas – seguradoras que adotam a segunda opinião afirmam que reduzem em até 30% o volume de cirurgias.
Estima-se que o valor do custo do plano caia aproximadamente 10% após um ano da adoção da prática de segunda opinião – uma redução significativa tanto para as seguradoras quanto para as empresas. Estudos mostram que casos mais graves ou considerados de alta complexidade representam cerca de 20% dos casos atendidos pelas seguradoras e representam, em média, 80% dos custos. Um agravante é que 50% dos casos de gravidade moderada podem se tornar de alta complexidade. Portanto, evitar procedimentos desnecessários ou prevenir pioras em quadros de saúde é essencial para uma redução nos gastos de saúde e, consequentemente, nas mensalidades dos seguros-saúde.
Os pacientes têm cada vez mais acesso à informação e estão mais conscientes sobre seus problemas de saúde, portanto aceitam mais facilmente a prática da segunda opinião – que vendo sendo adotada por mais seguradoras a cada ano. No entanto, os convênios enfrentam uma certa resistência dos médicos brasileiros, que, no geral, não estão preparados para serem questionados por outros médicos ou pelos pacientes. Para evitar possíveis constrangimentos, algumas seguradoras enviam apenas o laudo, sem o nome do médico ou do paciente, para a segunda avaliação. Acredita-se também que a segunda opinião inibe uma prática ruim de alguns profissionais, que costumam indicar procedimentos desnecessários.
Vale ressaltar que o paciente não tem a obrigatoriedade de realizar a consulta de segunda opinião, porém a prática é altamente recomendada. A segunda opinião pode ser solicitada para tirar dúvidas sobre o tratamento; no entanto, por lei, os planos de saúde devem sempre fazer o melhor para o beneficiário e não podem intervir na relação médico-paciente – ou seja, em nenhum momento o paciente pode ter sua liberdade de escolha comprometida.
Apesar de ser uma grande despesa para o setor de RH, o segmento de gestão de saúde corporativa apresentou um crescimento expressivo nos últimos 5 anos: acima de 30% na Europa e nos Estados Unidos. Acredita-se que um crescimento nestes patamares é a tendência também no Brasil, uma vez que não somente as empresas precisam deste serviço para se manter competitivas, mas os funcionários também valorizam muito este benefício.
É um trabalho muito importante dentro da gestão de benefícios da empresa conscientizar o paciente a respeito das decisões sobre sua saúde, estimulando-o a buscar mais informações sobre esse benefício e sobre o impacto do uso inteligente dos serviços de assistência médica.
E na sua empresa, você já considerou o impacto da adoção da segunda opinião médica?
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