Serviços de saúde: um estudo sobre o panorama brasileiro

No final de 2015, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou um estudo no qual aponta que os gastos com saúde no Brasil somaram 8% do Produto Interno Bruto (PIB) no último levantamento realizado em 2013. Mesmo sendo menor do que em 2010, este mercado movimentou no período analisado mais de R$ 420 bilhões.
Este é, portanto, um importante segmento de mercado no país. Mas, como são, afinal, os serviços de saúde no Brasil? Quais as projeções para o futuro? É o que vamos buscar responder neste artigo.
Aqui, além de ter um panorama de como está o setor de serviços de saúde no Brasil, você verá porque, com uma boa gestão de benefícios, gerir de forma estruturada os planos de saúde para os funcionários pode trazer um bom retorno para sua empresa. Acompanhe!
Breve retrato dos serviços de saúde no Brasil
O mercado de serviços de saúde no Brasil é, de acordo com alguns especialistas da área, complexo e fragmentado. O país tem um forte envolvimento e intervenção governamental neste segmento, o que o torna um case diferenciado no mundo, especialmente quando nos referimos às parcerias público-privadas (PPPs) — responsáveis por preencher as lacunas do sistema público de uma forma bem-sucedida, inclusive com o aval da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em um levantamento recente feito pelo IBGE, fica claro que R$ 190 bilhões, ou 3,6% do PIB, referem-se a despesas de consumo do governo, enquanto R$ 234 bilhões, ou 4,4% do PIB, são gerados pelas despesas das famílias e de instituições sem fins lucrativos.
Se pegarmos o setor hospitalar como objeto de análise, veremos que em 2015, mesmo com a crise econômica que tivemos, houve uma taxa de crescimento de 5,4% — conforme aponta o Observatório Anahp 2016.
Mercado de assistência à saúde: SUS e iniciativa privada
Outro ponto que merece destaque é o fato do Brasil ser o único país no mundo a ter um sistema de saúde universal e gratuito, o chamado Sistema Único de Saúde (SUS). A ineficiência deste sistema porém é bastante conhecida, e por isso a existência deste sistema não impede que a iniciativa privada tenha, em paralelo, uma grande participação nesta área e perspectivas de crescimento em curto, médio e longo prazos.
Para se ter uma ideia, de acordo com um levantamento da PwC, em 2009 a União, os estados e municípios destinaram cerca de R$ 79 bilhões ao SUS e o setor privado contribuiu com aproximadamente R$ 91 bilhões.
Planos de saúde privados têm ampla aderência e perspectiva de crescimento no Brasil
Apesar do trabalho do SUS frente a muitos outros países que não conseguem oferecer à população um programa de assistência tão amplo, há muitas lacunas e deficiências que o governo não consegue tratar. Isso faz com que boa parte da população não se sinta segura com a saúde pública e, ao mesmo tempo, torna os planos de saúde privados um dos benefícios mais valorizados pelos trabalhadores no Brasil.
Empresas de todos os portes e segmentos oferecem planos de saúde a seus funcionários. Cerca de 63% dos contratantes têm planos empresariais coletivos, oriundos de acordos entre as operadoras, seguradoras e os beneficiários destes planos.
4 fortes motivos para oferecer plano de saúde entre os benefícios aos funcionários da sua empresa
Diversas pesquisas apontam que o plano de saúde está entre os primeiros benefícios que as pessoas mais valorizam nas empresas para as quais trabalham. E existem alguns motivos para esta valorização. Veja:
- Plano de saúde é um benefício amplamente adotado no mercado
Trata-se de adequar-se ao mercado. Empresas de todos os portes e segmentos já oferecem este benefício aos funcionários, de modo que os profissionais já esperam por isso.
Como você pode imaginar, por mais que o Brasil tenha o SUS como um programa de saúde pública único no mundo, o nível de confiança dos trabalhadores no sistema é muito baixo devido a suas muitas deficiências. Assim, conforme cresce a conscientização da importância da saúde, cresce também a expectativa das pessoas por ter ampla cobertura médica e hospitalar.
- Plano de saúde é um serviço complementar aos cuidados com a saúde ocupacional
Se sua empresa já é consciente de que a saúde ocupacional é fundamental para manter as pessoas produtivas e motivadas, oferecer um plano de saúde é simplesmente um esforço complementar, alinhado às mesmas metas.
Há indicativos de que quanto mais bem cuidadas as pessoas estiverem ou se sentirem, menores serão os índices de absenteísmo; os cuidados para ter pessoas mais saudáveis na empresa geralmente se refletem no aumento da produtividade da empresa.
- Plano de saúde é visto como um ganho adicional e não onera a folha de pagamentos
Como empresário, você sabe que a carga tributária sobre a folha de pagamento é elevada. Ao oferecer plano de saúde, você estará dando ao seu colaborador um adicional na remuneração e, com isso, terá sua imagem como empregador elevada perante à comunidade interna. Com isso uma posição em sua empresa fica mais competitiva dentro do mercado de trabalho, com uma oneração menos pesada do que oferecendo um salário maior.
- Plano de saúde oferecido pela empresa sai mais barato aos colaboradores — e eles valorizam isso
Recentemente a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um reajuste de 13,57% nos planos de saúde individuais. Isso significa que ao contratar um plano de forma individual, por conta própria, os colaboradores da sua empresa terão de pagar por preços corrigidos acima da inflação.
Ao contratar um plano empresarial, você poderá oferecer este mesmo benefício por valores mais competitivos aos seus funcionários, pois terá maior poder de negociação com as operadoras. E isso, com certeza, será visto como um importante diferencial para eles.
Gerenciamento de plano de saúde requer profissionalismo e estratégia
Para finalizar, é importante lembrar que, como todos os benefícios oferecidos aos funcionários, as coberturas relacionadas à saúde também requerem um gerenciamento profissional, estratégico. É preciso buscar a melhor opção tanto para o colaborador quanto para a empresa, e isso requer poder de negociação, conhecimento sobre a cobertura dos serviços, cálculos de custos de benefícios em curto, médio e longo prazos, entre outras particularidades.
Recomenda-se, portanto, o trabalho de especialistas neste tipo de gestão para buscar uma operação econômica e operacionalmente viável. Assim, os esforços de otimização de benefícios podem ser aliados à redução de riscos que podem impactar a operação – desde a pressão de custos associados até a motivação e engajamento de colaboradores – e trazer mais condições de otimização nas atividades relacionadas ao core-business da empresa.
Sua empresa já oferece plano de saúde como benefício aos colaboradores? Como isso tem contribuído com o negócio? Deixe seu comentário!
