O pacote de benefícios como estratégia de atração e retenção de talentos

Manter e fortalecer uma imagem positiva da organização – tanto para o mercado quanto para colaboradores – tornou-se fundamental em um cenário de dificuldades, em que redução de custos e congelamento de salários acontecem em grande parte das empresas, independente do porte ou segmento. Para driblar essas dificuldades e aumentar a competitividade, o pacote de benefícios tem sido um grande aliado das organizações.
Coube ao departamento de gestão de pessoas usar os benefícios como um recurso para manter e atrair os melhores profissionais disponíveis, aumentando, dessa forma, a qualidade dos produtos e serviços oferecidos e impactando diretamente na imagem da empresa no mercado e em sua competitividade. De acordo com um estudo da Hays, consultoria especializada em recrutamento e seleção, 42% das organizações brasileiras pretendem aumentar o número de colaboradores até o fim de 2017 – uma ação vista como necessária para uma retomada de crescimento na economia – e pensam em investir na melhoria de benefícios para atrair e reter os melhores talentos. Esse é o tema do nosso artigo de hoje. Continue lendo para entender mais!
Benefícios e a vantagem competitiva
Manter um ótimo índice de satisfação entre os colaboradores é uma tarefa constante dos departamentos de recursos humanos, afinal, funcionários satisfeitos trabalham melhor e produzem mais, impactando nos resultados da empresa. No entanto, segundo pesquisa da Hays, 75% dos mais de 6300 colaboradores entrevistados afirmaram que têm o desejo de mudar de emprego. Além disso, 38% dos profissionais tem a percepção que são mal remunerados – e obviamente a má remuneração está diretamente ligada à vontade de mudança de emprego. Em um cenário que não permite aumentos salariais expressivos, a solução encontrada por muitos responsáveis pela gestão de pessoas foi a revisão no pacote de benefícios.
Já falamos aqui no blog sobre as principais necessidades e prioridades dos profissionais brasileiros quando o assunto são benefícios e como elas podem mudar de acordo com o cenário do país e até mesmo com o momento de vida do colaborador. Estar atento a essas mudanças é o primeiro passo para uma gestão de benefícios que influenciará positivamente a competitividade da sua empresa: seus funcionários querem se sentir valorizados e, se uma promoção ou aumento salarial não são possíveis nesse momento, a opção mais viável é um pacote de benefícios que atenda – ou fique o mais próximo de atender integralmente – às necessidades deles. Ao fazer isso, sua empresa reforça a imagem com o colaborador e aumenta as chances de retê-lo. De acordo com um estudo da MetLife sobre tendências em benefícios, a principal razão pela qual 80% dos empregadores brasileiros oferecem benefícios é “retenção de funcionários”.
Se o pacote for atrativo o suficiente, isso também irá impactar na atração de talentos: um bom pacote de benefícios é falado não somente dentro da empresa, mas também no mercado. Oferecer benefícios melhores que o seu concorrente pode ser decisivo na escolha de um profissional entre trabalhar para a sua empresa ou para a concorrência.
Mas engana-se quem pensa que basta oferecer um pacote de benefícios mais vantajoso financeiramente do que o do seu concorrente para garantir a atração ou retenção de um talento. Quando falamos em gestão de pessoas, o ponto de vista social é tão importante quanto o financeiro, e faz parte das atribuições dos profissionais de recursos humanos acompanhar o perfil dos colaboradores e suas necessidades, além de estar atento ao cenário econômico, político e social do país, para fazer possíveis ajustes no pacote de benefícios oferecido.
Para se ter uma ideia do peso dos benefícios: o estudo da Hays aponta que 90% dos profissionais acreditam que benefícios além do salário ajudam a manter um colaborador em uma empresa. Entre esses benefícios, os mais oferecidos pelas organizações brasileiras são o plano de saúde (74%), seguro odontológico (64%), seguro de vida (62%) e vale alimentação (58%). Não por acaso, são estes que são primeiramente avaliados pelos colaboradores ou possíveis candidatos, e por isto demandam uma atenção especial dos gestores.
O principal ponto é tratar isso de uma forma interessante para as duas partes, atendendo às necessidades dos funcionários e mantendo o orçamento da organização em dia. Encontrar um ponto de equilíbrio entre o desejado e o possível nem sempre é uma missão simples, mas, quanto mais próximo deste ponto chegarmos, maior a chance de termos funcionários motivados e com melhor desempenho, refletindo diretamente nos resultados da empresa.
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