A Internet das Coisas e a eficiência na cadeia de suprimentos

Nos últimos anos, vimos a tecnologia evoluir bastante, trazendo novidades com uma rapidez antes inimaginável. São centenas de ferramentas e soluções que mudaram nossa forma de trabalhar e até mesmo de viver – e a internet foi uma dessas grandes invenções, sendo a responsável pelo desenvolvimento de diversas outras tecnologias com as quais trabalhamos diariamente.
Dessa maneira, passamos a utilizar cada vez mais aparelhos conectados à internet no nosso dia a dia, seja no âmbito pessoal ou no profissional. E, como você pode imaginar, isso interferiu direta e significativamente no modelo de negócios de grande parte das empresas.
Com essa enorme evolução que temos vivido, é natural que o setor de logística acabe aderindo a tecnologias como a Internet das Coisas (ou IoT) para melhorar a sua cadeia de suprimentos. E é sobre essa evolução e como todas essas mudanças podem impactar o nosso setor que falaremos ao longo deste artigo.
O que é a Internet das Coisas e como ela pode te ajudar?
Internet das coisas é um conceito que engloba a conexão de aparelhos à rede mundial de computadores por meio de tecnologia embarcada. Esta é uma forma de definir as diversas aplicações tecnológicas que visam integrar objetos à internet. Para entender melhor este conceito, pense em algo que possa facilitar a nossa vida, como uma casa inteligente.
Nela, você poderá ligar e desligar as luzes com um smartphone; receber um aviso da sua geladeira “dizendo” que o leite acabou e é hora de comprar mais; ou até mesmo ser notificado de que a ração do seu gato acabou (e podendo liberar mais comida para o animal com um simples comando remoto no smartphone).
No entanto, a IoT não se limita às aplicações em casas inteligentes. Ela também está bastante próxima de nós, como em roupas e acessórios. Estes podem, por exemplo, ter sensores que medem suas funções vitais durante os exercícios diários, criando relatórios acessíveis por você ou pelo seu médico através da internet.
Parece algo de outro mundo, não é mesmo? Ao falarmos no conceito de IoT, imaginamos algo muito distante de nós e da nossa realidade, mas a verdade é que a Internet das Coisas deixou de ser algo abstrato, tendo atingido os mais diversos setores da economia mundial. A logística está entre eles e agora vamos aprofundar um pouco mais sobre o uso da tecnologia nesse setor.
A IoT na cadeia de suprimentos
A utilização de aparelhos conectados à internet tem crescido diariamente e a quantidade de negócios que começaram a adotar o seu uso é cada vez maior. Vemos essa mudança em ambientes industriais, armazéns, serviços de saúde, bancos e muitos outros.
Entendendo o conceito da IoT, passamos a enxergar as suas inúmeras possibilidades de aplicação dentro das operações de logística. Afinal, a Internet das Coisas pode ajudar os profissionais no gerenciamento de supply chain, visto que ela possibilita o acesso a informações que antes eram ocultas.
Com essa possibilidade de obter dados e informações em tempo real sobre, por exemplo, cada modal de transportes, podemos identificar padrões negativos e positivos dos processos. E com essas informações, você já pode imaginar que a otimização da cadeia de suprimentos fica muito mais fácil.
O papel da IoT na gestão de riscos logísticos
A gestão de riscos logísticos é um dos setores que mais tem recebido atenção dos adeptos da IoT. Isso porque é exatamente nele que a tecnologia pode ter um impacto muito positivo e ajudar o profissional de logística. E temos exemplos de diversas aplicações que fazem um ótimo trabalho nesse sentido!
Podemos citar tecnologias fantásticas de controle e gerenciamento de riscos logísticos que promovem a coleta de dados do transporte de produtos em tempo real (incluindo as condições atmosféricas dentro de um recipiente refrigerado e a sua localização) através de sensores conectados à internet. Assim, o gerente logístico pode saber exatamente onde as cargas estão, o seu estado, a velocidade do veículo e outras informações que garantem uma entrega eficaz.
Algumas dessas tecnologias também enviam alertas automáticos sobre temperaturas incorretas de produtos perecíveis, desligamentos do sistema de refrigeração e relatórios detalhados sobre a viagem da carga. Dessa maneira, o profissional de logística pode, por exemplo, avisar ao motorista caso algum produto quebre e pedir uma direção mais lenta e cuidadosa. Logo, o problema é revertido rapidamente, garantindo as boas condições dos outros itens transportados.
Além de controlar produtos em transporte, outras aplicações da IoT como programas de manutenção preditiva monitoram máquinas e equipamentos para que interrupções de serviço sejam evitadas, facilitando a gestão de riscos. Por fim, a IoT também pode inspecionar ativos, reduzindo a perda de itens e suprimentos ou até mesmo otimizando processos que os envolvam, como veremos abaixo.
Tendências do uso da IoT na logística
A IoT já está ajudando muitos profissionais a gerir a supply chain, mas ainda existem muitas outras novidades para os próximos anos. A logística ainda tem muito a ganhar com esse novo cenário e podemos destacar três principais tendências para o setor:
- Cloud Computing
Com o envio de dados via cloud computing, o gerenciamento da cadeia de suprimentos pode ser muito mais fácil. Afinal, existem softwares que fazem uma ponte entre determinados aparelhos à base de monitoramento e armazenam diversos tipos de informações importantes como quanto tempo o consumidor espera até a chegada do produto e a velocidade da linha de produção.
Com essas informações em mãos, o gerente logístico pode fazer análises e mensurar tudo o que está acontecendo. Logo, depois de refletir sobre os seus processos, ele pode criar alternativas relevantes para otimizar a cadeia de suprimentos, tanto para a empresa, quanto para o consumidor final.
- Monitoramento de frotas
Como dito anteriormente, os produtos e todo o transporte pode ser monitorado, mas ainda iremos além. Para os próximos anos, a gestão de riscos pode ganhar aliados que identifiquem situações de roubos e furtos de carga. Utilizando câmeras e sensores nos produtos, no tanque de combustível e onde for necessário, o gerente de logística pode conectar esses itens à central e fazer monitoramentos recorrentes.
Dessa forma, situações estranhas podem ser detectadas (caminhão parado, sensor do tanque desregulado, descarga de itens em um local estranho, etc). Depois que isso acontece, o sistema pode enviar um sinal para a polícia, indicando o local, imagens e informações detalhadas sobre o crime para que tudo seja solucionado rapidamente.
- Monitoramento de estoque
Ao utilizar coletores de dados RFID (Identificação por radiofrequência), por exemplo, o gerente de logística consegue gerenciar o seu estoque com muito mais facilidade. Com o coletor, pode-se verificar os níveis do estoque, além de facilitar a separação e o processamento de pedidos. Sendo assim, esse item da IoT é basicamente um sistema automatizado que fará verificações periódicas.
Com essa simples tecnologia, vários problemas são solucionados, pois o RFID reduz a interferência humana. Logo, o trabalho com a cadeia de suprimentos fica bastante rápido e muito menos propenso a erros. Por fim, ainda há uma economia monetária, visto que menos pessoas andam pelos centros de distribuição, gerando menores gastos com combustível.
Com tantas vantagens que a IoT proporciona, indo desde a gestão de riscos até a redução de perda de ativos, a tecnologia se mostra uma tendência marcante. Sendo assim, lembre-se que nenhum profissional de logística que pretende ter uma cadeia de suprimentos funcionando bem e cada vez mais otimizada deverá ignorar este conceito.
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