Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the acf domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home1/imcbr823/public_html/site_imc_teste/blog_teste/wp-includes/functions.php on line 6131
A importância das métricas na gestão de riscos organizacionais - IMC Brasil

A importância das métricas na gestão de riscos organizacionais

21/08/2016
gestão de riscos operacionais
Compartilhe em suas redes

Até aqui conversamos sobre o conceito de gestão de riscos, os vários tipos de riscos a que uma organização é ou pode vir a ser exposta e qual o papel da comunicação na gestão inteligente de riscos. Chegou a hora de falarmos sobre a importância de mensurar os riscos, afinal, para gerir é preciso medir, verificar quantitativa e qualitativamente os impactos que os riscos podem ter sobre a organização.

Você já pensou sobre isso? É a reflexão que quero trazer neste artigo. Acompanhe!

Se você ainda não está inteirado sobre os artigos que antecederam a este, leia-os aqui:

— Qual o conceito por trás da gestão de riscos?

— Por que implementar gestão de riscos.

Por que é importante mensurar os riscos de um negócio?

Mensurar os riscos é diferente de avaliá-los. Ou seja, além de conhecer cada tipo de risco que o negócio pode sofrer também é importante qualificá-los e quantificá-los. Isso porque é preciso que os objetivos, os indicadores de desempenho e as metas organizacionais levem em consideração também os eventos internos e externos que possam ser considerados como riscos.

A quantificação das incertezas deve estar presente em todo o planejamento estratégico da empresa, bem como ser considerada durante a execução dos planos de ações. Só assim serão assertivas as projeções de resultados (em cenários alternativos de condições macroeconômicas, operacionais, de preços etc.).

Métricas financeiras

Neste cenário, é preciso que o impacto financeiro consolidado dos riscos na organização seja medido quantitativamente em termos da variação potencial do seu valor econômico, fluxo de caixa e resultado econômico, por meio do ‘planejamento sob incerteza’, uma espécie de metodologia utilizada para este fim.

Para viabilizar tal quantificação é importante utilizar alguma ferramenta que possibilite simulações e seja capaz de gerar cenários das principais variáveis e consistentes entre si. Isso passa também pela identificação detalhada de cada um dos fatores que afetam as transações e os indicadores de desempenho, incluindo todos os tipos de riscos identificados, e também pela determinação da dinâmica de impacto de cada uma das operações nas contas de resultados.

Métricas das diversas áreas da empresa

A geração de cenários deve envolver o conhecimento e as previsões de cada área estratégica da empresa e deve expressar a evolução conjunta de todas variáveis envolvidas nelas. A área financeira pode traçar previsões para as variáveis macroeconômicas; a área de crédito, para a inadimplência de cada perfil de cliente; o departamento comercial, para as vendas; e todas elas, em conjunto com a área de planejamento, para os preços, os índices de consumo, as eficiências, as capacidades, e assim por diante.

A partir da associação das probabilidades com os cenários gerados, é possível quantificar os riscos e estimar a probabilidade de que qualquer métrica de desempenho fique abaixo das metas orçadas em cada período.
Muito importante: recomenda-se identificar e gerir os riscos integralmente, não apenas os riscos isolados, mas também os riscos múltiplos e comuns a diferentes áreas — o que chamamos de gestão inteligente de riscos, relembre lendo o artigo no link abaixo.

A importância das métricas

Com as métricas devidamente definidas, com os cenários e as probabilidades devidamente mapeados, a gestão de riscos passa a envolver então monitoramento das exposições, avaliação antecipada dos impactos de novas operações ou diferentes cenários de mercado e a comparação com os resultados efetivos, para identificação das fontes de desvio e reavaliação do modelo.

Nesta visão de gestão inteligente de riscos, a empresa passa a obter mais autoconhecimento e, consequentemente, um processo decisório antecipado de redução de perdas e aumento de ganhos, em outras palavras, uma previsibilidade maior para os resultados e para o futuro do negócio.

Como sua empresa encara a mensuração dos riscos? As métricas utilizadas estão ajudando no processo decisório?
——————
Leia Também:
— Diferenças entre gestão inteligente de riscos e gerenciamento de riscos