A gestão de saúde e o impacto na produtividade

Você já precisou trabalhar em um dia em que não se sentia muito bem de saúde? É muito provável que a resposta seja sim. E como foi esse dia de trabalho? Mais provável ainda que ele não tenha sido muito produtivo, ou que você tenha precisado sair mais cedo para ir ao médico. Infelizmente, essa é uma realidade comum a todas as empresas: de acordo com o Serviço Social da Indústria (Sesi), estima-se que, apenas no Brasil, são perdidos 35 milhões de dias de trabalho por ano em decorrência de problemas de saúde dos funcionários.
Com um número tão grande de dias perdidos, o impacto nos resultados da empresa não poderia ser diferente: os gastos das organizações com problemas de saúde de seus trabalhadores ultrapassaram os US$ 23 bilhões entre 2012 e 2016. Mas como isso impacta na produtividade da sua organização? E o que fazer para minimizar os efeitos dos problemas de saúde dos colaboradores? É isso que discutiremos no artigo de hoje.
Saúde e produtividade: como elas estão ligadas?
Um erro cometido por muitos executivos é ver gastos com benefícios de saúde e segurança dos colaboradores como desperdício de recursos. É o caso dos planos de saúde: segundo dados da ANS, eles podem impactar o total da folha de pagamento da organização em até 15%, no entanto é o benefício mais valorizado pelos funcionários. O custo pode ser alto, mas o retorno deste investimento é incalculável para a organização, pois garante o bem-estar de toda a força de trabalho e, consequentemente, a produtividade.
Uma pesquisa realizada pela Quantum Workplace e Limeade apontou que funcionários sentem-se 38% mais motivados e engajados quando notam que a empresa se preocupa com o seu bem-estar. E colaboradores mais motivados e engajados significam mais produtividade, afinal trabalham mais e desempenham melhor seu papel dentro da companhia. Quando falamos em produtividade, estamos falando tanto qualitativamente, com melhores relacionamentos dentro da empresa, entendimento aos clientes, melhorias de comunicação, confiança e clareza mental, quanto quantitativamente, com aumento de vendas e redução de desperdícios e acidentes de trabalho.
Com isso em mente, cada vez mais empresas investem em gestão de saúde e implementam programas voltados para a saúde e bem-estar dos funcionários. É o caso de ações como ginástica laboral, exames periódicos feitos dentro da própria empresa, campanhas de vacinação, programas de incentivo à prática de esportes, treinamentos de seguranças do trabalho, entre outros: o investimento na saúde e na segurança do trabalhador gera respostas positivas para a organizações, que terá colaboradores mais motivados e produtivos e que sentem orgulho de pertencer a uma empresa – o que impacta diretamente na retenção de talentos.
Os benefícios da gestão de saúde para a empresa
Organizações que investem em programas de saúde ocupacional ou benefícios relacionados à saúde dos colaboradores conseguem perceber diversas vantagens dessas ações. Confira alguns dos principais benefícios da gestão de saúde para a empresa:
- Mais produtividade e menos prejuízos trabalhistas: segundo dados da Catho, estima-se que para cada US$ 1 investido em prevenção, US$ 4 são gerados para a empresa devido ao aumento da produtividade. Além disso, cuidados com a saúde do colaborador evitam complicações legais no futuro, que podem ser provocadas por acidentes de trabalho e possíveis doenças ocupacionais.
- Redução do absenteísmo: segundo o IBGE, as principais razões pelas quais o trabalhador se afasta das suas funções são dores nas costas, no pescoço e gripes. Ou seja, todos fatores relacionados à saúde. Colaboradores que têm um acompanhamento constante de sua saúde são menos propensos a desenvolverem doenças e, consequentemente, faltam menos no trabalho. Uma empresa que investe em prevenção ao invés de tratamento reduz drasticamente as taxas de absenteísmo, uma vez que os funcionários serão mais saudáveis e não precisarão se afastar por motivos de doença.
- Diminuição de licenças e afastamentos: problemas mais graves de saúde podem transformar o absenteísmo em uma licença ou afastamento, ou seja, o funcionário ficará afastado por um tempo maior de suas funções. Licenças e afastamentos prejudicam a empresa, uma vez que, além de perder a mão de obra, a organização deverá investir esforços na substituição do colaborador afastado. Mais uma vez, programas e ações de cuidado com a saúde evitam que isso ocorra.
- Maior poder de negociação com a operadora do plano de saúde: já falamos aqui no blog como algumas iniciativas podem colaborar para a redução dos preços dos contratos de benefícios de saúde, como é o caso da segunda opinião médica. Quanto mais problemas de saúde seus colaboradores tiverem, mais eles usarão o convênio médico e isso pode acabar prejudicando a negociação com a operadora em um momento de renovação de contrato. No entanto, se a empresa conscientizar o funcionário sobre a responsabilidade dele com sua própria saúde, incentivando exames de rotina e hábitos saudáveis, inclusive dentro do ambiente de trabalho, orientando sobre o melhor uso do plano de saúde, evitando refazer exames recentes a não ser que sejam realmente necessários, praticando atividades físicas, entre outros, tudo isso servirá como apoio no momento da negociação com o operadora – o que pode representar uma significativa redução de custos.
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