Gestão de riscos em operações logísticas de alta cobertura

Apesar de fundamental para basicamente todas as indústrias, operações logísticas podem gerar muitas dores de cabeça, especialmente em locais com uma rede de transportes complexa, como ocorre no Brasil. São estradas em condições ruins, roubos e avarias de cargas, complexidade dos tributos, falta de regulamentação sobre a precificação de apólices e um número relativamente pequeno de operadoras especializadas em seguros de transportes, entre outros fatores. Por esses motivos, os preços dos seguros são, no geral, bastante elevados, e quem mais sofre com isso são as companhias que lidam com operações logísticas mais complexas, com grande cobertura e alta capilaridade.
Empresas que lidam com esse tipo de operação atendem à uma demanda complexa, possuem uma cadeia de abastecimento em geral grande e contratam os serviços de diversas transportadoras em várias regiões. Isso acaba aumentando ainda mais os riscos e os preços dos seguros e gerando dores de cabeça para os gestores destas operações. Porém, com uma boa estratégia de gestão de riscos, é possível contornar boa parte destes problemas. No artigo de hoje, vamos falar um pouco sobre o papel que a gestão de riscos desempenha na logística de alta capilaridade e como isso pode otimizar o transporte de cargas da sua empresa.
Os desafios das operações logísticas de alta capilaridade
O principal fator que faz com que as operações logísticas de alta capilaridade sejam muito desafiadoras é a grande quantidade de itens a serem entregues. E, em locais que não oferecem as melhores condições (principalmente em relação à segurança e infraestrutura) para a realização de uma logística adequada, a cadeia de abastecimento acaba sendo lenta e sujeita a muitos sinistros, tornando-a muito custosa.
Mas existem outros fatores que elevam ainda mais os custos dessas operações e exigem bastante dos gestores responsáveis por elas:
- A potencial análise inadequada dos reais riscos aos quais a empresa está exposta, resultando numa má negociação com as seguradoras;
- A liberdade que as seguradoras têm para formar preços, devido à atuação de um número limitado de empresas especializadas em gestão de seguros de transportes no país;
- A dificuldade no estabelecimento de critérios para a contratação de transportadoras, o que reduz a qualidade e a segurança das operações logísticas;
- A falta de uma padronização do modo como as diversas transportadoras envolvidas trabalham;
- Falhas no planejamento por desconhecimento de práticas ou modelos de trabalho otimizados;
- A falta de visibilidade de toda a cadeia por parte de quem precisa gerenciar o processo.
Todos esses fatores podem elevar drasticamente os valores das apólices, o que:
- Pesa nos custos operacionais da empresa;
- Gera muita pressão sobre o caixa e não permite trabalhar com uma folga operacional – o que é ruim principalmente em situações de concorrência onde alguma flexibilidade pode ser fundamental;
- Impede a destinação de mais recursos a outras áreas, como vendas e marketing;
- Reduz os lucros e compromete a competitividade da marca no mercado.
Como a gestão de riscos ajuda a superar esses desafios
A gestão de riscos na logística de transporte consiste em uma análise aprofundada da empresa e de suas operações de alta capilaridade, para descobrir os seus reais riscos e necessidades. A partir dessa análise, é possível apontar os fatores que são responsáveis pelo encarecimento desnecessário dos seguros, fazer uma melhor negociação com as seguradoras e implementar as melhorias necessárias nos processos, resultando em uma significativa redução de custos para a organização, sem que os seguros deixem de atender às suas reais necessidades.
Há pouco tempo, uma companhia multinacional que lida com operações logísticas de alta capilaridade procurou a IMC Brasil para fazer uma análise detalhada e aprofundada dos seus procedimentos e dos custos envolvidos.
Após um diagnóstico inicial, implementamos um novo modelo de gestão de riscos totalmente adequado à essa companhia, que incluía o desenho do seguro de transporte mais adequado (com limites, coberturas, exigências securitárias, etc), para confrontá-lo com o das seguradoras e renegociar o valor das apólices; a padronização dos processos adotados pelas diversas transportadoras que atuavam nas diferentes regiões, para melhorar a qualidade e a segurança das operações; a centralização das operações, para que a companhia pudesse ter um maior controle sobre elas e mensurar a sua eficácia, e outras ações de melhoria.
Como resultado, os níveis de serviço e eficiência operacional foram elevados, o que contribuiu para a redução dos sinistros e a contratação de uma apólice com um custo adequado. Somente em uma região englobada pela cadeia de abastecimento, foram implantadas ações que proporcionaram uma redução de 75% dos prejuízos financeiros relacionados à perda de mercadorias. Com isso, os resultados da companhia foram alavancados, assim como a sua competitividade no mercado.
A gestão de riscos pode e deve ser realizada em empresas que contam com redes logísticas complexas e fragmentadas: com algum apoio externo nesse tipo de iniciativa, você pode reduzir seus custos significativamente e implementar grandes melhorias nas suas operações.
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