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Como controlar melhor os gastos com gestão de saúde - IMC Brasil

Como controlar melhor os gastos com gestão de saúde

24/05/2016
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Crescimento dos custos da saúde

A cada ano, os custos com a saúde no Brasil aumentam expressivamente. No final de 2015, a expectativa era de um aumento médio de pelo menos 15% no preço dos planos de saúde ao longo do ano, de acordo com a revista Exame. Esta porcentagem supera, com uma margem considerável, as taxas de inflação no país, e para 2016 a tendência é similar.

Parte destes custos crescentes pode ser explicado pelo aumento da expectativa de vida da população, é natural que com o avanço da idade mais se gaste com saúde, e estes custos são incorridos nos sistemas relacionados ao assunto. Outra razão apontada é o próprio modelo de atendimento dos profissionais da saúde. Segundo especialistas, como para a cultura local é natural se utilizar de um volume maior (comparativamente a outros países) de exames e procedimentos laboratoriais – por lei os planos de saúde precisam dar cobertura para a grande quantidade de exames e testes – ocorre um excesso de custos por conta das demandas por procedimentos médicos complementares. Segundo a consultoria em operações Strategy, especializada no mercado de saúde, “potencialmente 30% dos procedimentos realizados nos hospitais não são realmente necessários”.

Para resolver o problema dos aumentos expressivos dos custos da saúde no Brasil, estudos apontam que seria necessário tomar algumas medidas:

  • Adotar fortemente métricas de padrões de qualidade, com uma definição mais clara de objetivos para os atendimentos e com indicadores que permitam acompanhar resultados diante destes objetivos almejados.
  • Criar incentivos para que os profissionais alcancem a qualidade em atendimento, tornando mais importante o resultado de saúde junto aos pacientes do que a quantidade de procedimentos diagnósticos e terapêuticos – inclusive analisando isto sob o ponto de vista de remuneração dos profissionais e de clínicas e hospitais.
  • Investir em soluções modernas e de tecnologia recente, se aproveitando do nível de mobilidade, sofisticação e acesso a informações via internet que é possível atualmente, além de novas tendências tecnológicas, como técnicas de análise de dados e smartphones.
  • Investir em centros de excelência verticalizados, tornando possível uma melhor utilização de aparelhos modernos e geralmente mais dispendiosos quando pouco usados, mas aproveitando o ganho de escala que é possível com este tipo de abordagem.

Medidas como estas foram adotadas em países que enfrentavam o mesmo problema, como a África do Sul, e os resultados foram bastante positivos. Infelizmente, enquanto isto não acontece, a tendência é de que o crescimento de custos, de maneira geral, seja transferido para as empresas e a população. É por isso que ano após ano o valor de benefícios associados à saúde cresce, gerando uma grande preocupação em empresários e executivos.

Gestão inteligente de riscos em saúde

Dentro desse contexto de custos crescentes com a saúde, quais são as soluções que a empresas podem encontrar? Existem várias práticas que podem ser melhoradas e também custos que podem ser evitados quando as empresas fazem uma gestão de riscos em benefícios seguráveis para seu universo de colaboradores.

A primeira etapa de um controle mais inteligente desta gestão consiste na definição clara da estratégia de benefícios para a empresa, o que vai além da simples implementação inicial de coberturas e planos, procurando tratar necessidades atuais e também as tendências futuras do grupo de colaboradores. Após isso, é fundamental desenhar cenários e confrontar a solução ideal com o modelo que está sendo utilizado, e a partir daí trabalhar em um detalhamento das oportunidades de melhorias através de uma revisão de práticas, coberturas e adequações em produtos e serviços de acordo com características especificas da empresa.

Por exemplo, uma boa gestão da saúde pode tratar aspectos para controlar adequadamente os riscos de altos custos de benefícios, reduzir as chances de variação abruptas nos custos de contratos e implantar programas preventivos de saúde que podem trazer preços de coberturas menores no médio prazo, dentre muitas outras variáveis.

Custos e condições de contratos

Há empresas que oferecem benefícios de seguro saúde, vida e odontológico para seus funcionários, mas se utilizam de contratos e apólices antigos, com condições que não estão (ou nunca foram) comparadas com práticas atualizadas de mercado e por isso podem não ser mais adequadas por estarem baseadas em ofertas padrão, planos para a população em geral, ou em soluções que por razões históricas consideraram escolhas inadequadas de tipos de contratos e coberturas. Dessa forma, estas empresas ficam propensas aos riscos de variações abruptas nos custos devido a limitações nos benefícios cobertos, sem falar em custos básicos acima da média. 

Gestão de saúde

Uma boa opção neste aspecto é implantar programas preventivos de saúde, que podem trazer muitos benefício para as empresas, como:

  • Redução de custos –  Empresas que possuem programas preventivos de saúde ficam em uma posição favorável de negociação no momento da contratação de seguros junto às operadoras.
  • Redução do absenteísmo – Problemas de saúde podem afastar funcionários do seu trabalho – às vezes em momentos mais críticos de negócios – e trazer prejuízos às empresas. Através de programas de prevenção de saúde, os funcionários tendem a se ausentar menos.
  • Produtividade: Este tipo de programa geralmente resulta em pessoas mais saudáveis e em geral mais motivadas, que possuem mais disposição e energia para realizar suas tarefas. Nesse sentido, programas de prevenção são percebidos como um benefício adicional, e podem aumentar o comprometimento das pessoas, aumentar os índices de produtividade e o nível de engajamento aos projetos da empresa.

Por não ser parte da área principal de atuação da maioria das empresas, a gestão dos riscos da saúde pode não ser priorizada e acaba sendo feita de maneira menos eficiente do que poderia. A boa notícia é que existem especialistas que oferecem justamente serviços de consultoria em gestão da saúde e podem ajudar. Com este tipo de apoio é possível a identificação de riscos e desenho da melhor estratégia para conter os impactos da atual pressão por aumento de custo do setor da saúde. É um aspecto a ser considerado quando se avalia oportunidades de otimização de benefícios e seu impacto na produtividade e competitividade da empresa.