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Como calcular o custo do risco em minha operação? - IMC Brasil

Como calcular o custo do risco em minha operação?

24/11/2016
custo do risco
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Qualquer decisão empresarial é tomada por necessidade de negócios, e em geral envolve custo de riscos. Sempre há a possibilidade de algo dar errado em uma operação ou em um projeto. Assim, para evitar que decisões equivocadas destruam valor para seus acionistas, é preciso lançar mão de uma abordagem de gestão de riscos nas operações da empresa. O objetivo é identificar todos os riscos possíveis, mapea-los e mitiga-los de forma a minimizar consequências negativas, determinando o nível de incerteza que a organização está preparada para aceitar.

A identificação dos riscos em geral é feita, primeiramente, durante a seleção do tipo de serviço ou projeto a ser desenvolvido, e em seguida, no seu planejamento. Assim os gestores estabelecem os planos principais, selecionam as estratégias de atuação e determinam o alinhamento dos objetivos. Depois que tudo isto é identificado, é preciso analisar a probabilidade de ocorrência dos riscos e o potencial de suas consequências. Para isso, pode-se lançar mão do método Valor Monetário do Evento do Risco, que consiste no cálculo do produto da probabilidade de ocorrência de um evento específico e do valor estimado de ganho ou perda que ela pode resultar. Tal método é usado como entrada para uma análise posterior, como por exemplo o método de ‘árvore de decisão’ – um diagrama que relaciona as possíveis decisões e os riscos associados a cada uma delas, junto com as probabilidades de ocorrência.

Otimização de operações e riscos

A possibilidade de não se atingir o desempenho desejado em uma atividade e os métodos de prevenção associados aos riscos técnicos, geram custos de riscos adicionais e outros reflexos negativos nos trabalhos, como por exemplo uma extensão do cronograma. Portanto, simular cenários, utilizando o plano inicial como modelo, é essencial. Os resultados servirão para avaliar os riscos de cada alternativa e assim encontrar a melhor forma de lidar com todas as possibilidades.

Uma estratégia de gestão de riscos requer que o executivo tenha uma noção global dos processos envolvidos no trabalho sendo avaliado (tanto internamente a um departamento quanto nas inter-relações com outras áreas) e busque uma otimização de operações e a mitigação de riscos. Por exemplo, o risco relacionado com custos envolve a totalidade de componentes do trabalho ou projeto, como materiais para elaborar a solução técnica, os recursos humanos para o trabalho e os custos transporte e armazenagem. Através das somas estatísticas do potencial de riscos em cada etapa, calcula-se o custo total dos riscos relacionados à atividade sendo avaliada.

Os riscos financeiros envolvem o orçamento planejado e possíveis necessidades adicionais relacionadas a riscos incorridos. Uma forma de calcular o custo disto é através de uma taxa de financiamento, caso haja limitações quanto ao fluxo de caixa ou, no caso de capital próprio, a possível rentabilidade em comparação a outros investimentos. Uma alternativa para o cálculo é a utilização do Método de Monte Carlo, uma técnica de amostragem artificial empregada para operar numericamente sistemas complexos que tenham componentes aleatórios.

Existem diferentes métodos para identificar se um projeto irá gerar valor ou não em relação ao custo de oportunidade. Dentre esses, destaca-se o Valor Presente Líquido (VPL), cálculo da diferença entre os fluxos de caixa futuros trazidos a valor presente, pelo custo de oportunidade do capital e o investimento inicial. O VPL distingue os projetos menos arriscados dos que embutem maiores riscos. Na mesma linha, está a Taxa Interna de Retorno (TIR), que capta o valor do dinheiro no tempo. Em relação à criação de valor, a TIR é calculada fixando-se seu VPL em zero. Quando o VPL é positivo, a TIR é superior ao custo de capital e quando o VPL é negativo, a TIR é inferior. A taxa depende dos fluxos de caixa de determinado investimento, e não de taxas oferecidas.

Gestão de riscos e impacto nas decisões empresariais

Além disso é preciso considerar o tempo de retorno para que a empresa recupere os recursos adicionais investidos em um projeto devido a riscos incorridos. O período de payback simples é o número de períodos, geralmente medido em meses ou anos, requerido para que a soma dos fluxos de caixa esperados do projeto seja igual ao investimento inicial. Para calculá-lo, basta acumular as entradas anuais de caixa até atingir o valor do investimento. Já o fluxo de caixa descontado traz os valores de fluxos de caixa esperados a valor presente e soma o valor terminal planejado, considerando uma taxa de desconto apropriada.

Por último, o gestor pode utilizar a análise de sensibilidade, uma abordagem comportamental que utiliza inúmeros valores possíveis para uma variável, tal como entradas de caixa, para mensurar o impacto de riscos no retorno da empresa. A análise consiste em avaliar as alterações nos resultados observados no VPL, após mudanças em variáveis chaves ao longo de três situações (mais provável, pessimista e otimista).

Todos estes métodos são ferramentas que servem para medir impactos, principalmente financeiros, de riscos nas operações de uma organização. Apesar de situações de risco em que o impacto pode ser facilmente detectado estarem geralmente sendo consideradas pelas equipes que tratam o dia-a-dia dos processos, existem casos em que a avaliação deve ser mais aprofundada e mesmo mais técnica, o que demanda um trabalho específico neste sentido.

Através de uma boa gestão de riscos, é possível tomar decisões assertivas que levam à geração de valor e ao encontro das melhores soluções para a necessidade de sua empresa. Uma visão de fora, através do uso de especialistas, pode auxiliar no encontro destes caminhos, sendo uma forma mais certeira e rápida de tratar este aspecto, minimizando riscos e reduzindo possíveis custos adicionais.