5 pontos de qualidade na logística que sempre precisam ser trabalhados e um que deve ser lembrad

A operação logística é um ponto muito crítico da cadeia de criação de valor das empresas, e deve ser muito bem administrada dentro das organizações, já que é um importante elemento de competitividade. Em momentos de atenuação na atividade econômica, com potencial de ganho de mercado limitado, ter inteligência operacional pode significar melhorias na produtividade, no atendimento ao cliente e consequentemente na lucratividade.
Está aí o desafio: Desenvolver processos que gerem resultados com qualidade, melhorias nos serviços e uma estrutura operacional adequada para que a cadeia de logística funcione adequadamente e que possa entregar como resultado processos integrados de transporte, armazenagem, produção e distribuição.
Neste artigo, conversaremos sobre os pontos de qualidade nas operações logísticas que merecem total atenção dos gestores. Confira!
Ponto 1: Entendimento e avaliação do processo como um todo
Basicamente, para atingir e manter uma qualidade satisfatória dos processos de supply chain, o gestor deve começar se perguntando qual é a necessidade da empresa e dos seus clientes em relação ao nível de serviço. Qual é a expectativa? Como a empresa está trabalhando, ou pode trabalhar, para atender o cliente da maneira mais satisfatória, produtiva e rentável possível?
A avaliação deve contemplar a integração de setores e departamentos assim como os procedimentos que levem a um desempenho que gere valor e beneficiem todo o processo em sinergia. E isso sempre levando em consideração que uma das principais missões da logística é garantir a previsibilidade e o nivel de serviço combinado, mantendo a qualidade e a lucratividade esperada.
A partir desta reflexão a estratégia da área passa a ser alinhada com foco no cliente, considerando a estrutura, os processos e as funções de uma forma que toda a inteligência organizacional otimize os recursos humanos e tecnológicos para gerar resultados dentro dos objetivos delineados e ainda atendendo às expectativas do cliente.
Ponto 2: Melhoria do relacionamento da logística com outras áreas
A sinergia entre os departamentos é, sem sombra de dúvidas, fundamental para o sucesso de uma empresa. Quando se trata de qualidade na logística, aprimorar o relacionamento da equipe com as demais áreas pode tornar as ações mais estruturadas e resultar em mais colaboração, maior assertividade e redução de custos logísticos.
Um bom ponto de partida é o entendimento de que a logística tem como elementos a integração de armazenagem, transporte, distribuição, sempre visando a interligação dos procedimentos para o bom atendimento e a satisfação dos clientes. Quando todos os departamentos da empresa estão com seu foco no cliente, procedimentos claros e bem delineados ficam visíveis e são norteadores da operação.
Basicamente, é preciso buscar respostas para as seguintes perguntas: Como está a organização interna e externa da minha empresa? Estamos trabalhando em equipe? Há sinergia entre as áreas?
Ponto 3: Levantamento de pontos de não conformidade
Outro mergulho importante na realidade logística e operacional da empresa é a identificação de vulnerabilidades nos principais ativos e etapas da operação. Sem diagnóstico não há tratamento. Entender onde estão os pontos fracos e determinar seus impactos e consequências é fundamental para a melhoria contínua.
Onde podemos melhorar pontos como qualidade, eficiência, prazos e custo de logística? Basicamente, é preciso passar um pente fino na operação para verificar o que deve e pode ser modificado em curto, médio e longo prazo, e manter este trabalho como parte de um monitoramento contínuo, que vai sinalizar não-conformidades sempre que estas surgirem.
Ponto 4: Foco na execução de ações corretivas
Depois de examinar o que precisa ser otimizado e identificar quais os pontos que apresentam inconformidades e falhas, o ato seguinte é implementar um plano de ação para correções.
Este é um ponto delicado, pois envolve mudanças muitas vezes profundas e requer descontinuação de processos que podem estar impregnados na cultura organizacional. Não há cirurgia sem dor — seja durante ou no pós-operatório. Executar ações corretivas significa integrar melhor a gestão e criar soluções e normas contingenciais, sempre priorizando atividades e investimentos certeiros.
É preciso ter um plano estratégico de logística, sempre alinhado com o planejamento estratégico da organização como um todo e com base na experiência nesta área – tanto interna da empresa como externa, trazendo esecialistas conforme o caso. Negligenciar esta fase pode resultar em falhas nas correções que vão ser descobertas durante a execução, com impactos indesejáveis.
Ponto 5: Implementação dos recursos adequados
Todos os tópicos até aqui citados serão sempre melhor implementados quando seguem métodos adequados, modelos comprovados e quando utilizam boas ferramentas.
Para avaliar processos, melhorar o relacionamento entre todas as áreas, levantar pontos de vulnerabilidades e executar ações corretivas, é necessário lançar mão de uma equipe qualificada e de ferramentas de gestão que tragam inteligência e assertividade nas decisões.
Isso remete a um ponto muito importante a ser lembrado e considerado quando se trata da qualidade logística: a gestão de riscos!
A importância da gestão inteligente de riscos para o planejamento e execução da qualidade logística
Ao trabalhar a gestão logística voltada para a qualidade, é muito importante gerir também os riscos de forma inteligente. A criação de um planejamento que englobe todos os pontos citados acima deve considerar de forma holística e proativa os riscos pertinentes à operação. Devem ser mapeados e trabalhados tanto os riscos internos (processos, equipe, tecnologia etc.) quanto os externos (condições de tráfego para distribuição, segurança, regulamentações, etc.).
Basicamente, é necessário se perguntar quais são os riscos associados à possibilidade de perdas de produção, ativos, clientes, receitas, que podem ocorrer a partir de falhas, deficiências ou inadequações internas (processos, sobretudo) e também eventos externos (acidentes, roubos, atrasos, catástrofes naturais, fraudes etc.). A partir disso, fica mais fácil fazer a otimização de operações, prever e controlar melhor os custos e evitar a perda da qualidade logística — que além de prejuízos financeiros pode trazer danos à imagem da empresa.
Como sua empresa tem tratado a qualidade logística? Deixe seu comentário!
